segunda-feira, novembro 21, 2005

Uma história de 2 aeroportos

Áreas:
Aeroporto de Málaga: 320 hectares
Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.
Pistas:
Aeroporto de Málaga: 1 pista
Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.
Tráfego (2004):
Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7% a 8% ao ano.
Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano.
Soluções para o aumento de capacidade:
Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.
Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade.
É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o próprio espírito. Ou então alguém tem de tirar os dividendos dos terrenos comprados nos últimos anos. Ninguém investiga isto? É preciso fazer alguma coisa. Pelo menos divulguem, ou faremos parte de "Otá rios" silenciosos.

Filme do dia 9 Outubro

8h00 - Abrem as urnas.
8h01 - Santana Lopes vota vindo directamente da noite.
8h15 - Soares acorda e não sabe que dia é.
8h16 - Soares vai à casa de banho e perde-se no corredor.
8h30 - Sócrates vota e comenta para o "amigo" que hoje vai ser um grande dia.
8h32 - Maria Barroso descobre Soares na cozinha e leva-o para a cama.
8h45 - Carrilho acorda e telefona à Barbara para se juntarem para irem votar.
9h00 - Zezinha entra na missa antes de ir votar.
9h35 - Santana Lopes deita-se.
11h00 - É colocado um banco à frente da mesa de voto nº 2 da secção de voto 54.
11h01 - Marques Mendes vota na mesa 2 da secção 54.
11h02 - É retirado o banco.
11h30 - Jerónimo de Sousa chega à sede do PCP onde começa a ouvir cassetes de tempos antigos e músicas revolucionárias.
11h45 - Louça fuma o segundo charro do dia e já se está a borrifar para os resultados.
12h00 - Soares consegue finalmente se levantar e veste-se para ir votar.
12h05 - Maria Barroso volta a vestir Soares depois de lhe virar as calças para o direito.
12h30 - Soares Junior vota e telefona ao pai a pedir ajuda.
13h00 - Seara vai votar aproveitando o intervalo do jogo da manha na Sport TV.
13h00 - Soares chega ao local de voto.
13h05 - Soares adormece na fila para votar.
13h06 - Soares acorda e não sabe onde está.
13h10 - Soares vota mas não sabe onde pos a cruzinha.
13h15 - A caminho de casa Maria Barroso vê uma cruz desenhada na mão de Soares.
15h00 - Carrilho vota mas não cumprimenta o presidente da mesa.
15h30 - Carmona vota e mostra-se confiante perante os outros dois candidatos homens e as duas mulheres.
15h31 - Sá Fernandes vota e re-afirma-se homem.
15h32 - Ruben de Carvalho mostra com orgulho a sua masculinidade num voto poderoso.
15h33 - Zezinha sai da missa e vai votar e diz não conhecer nenhum Carmona.
15h34 - Carrilho não se pronuncia e fecha-se no quarto a brincar com uma Barbie já antiga
17h00 - Louça vota e manda uma marrada na porta de tão charrado que está. Embora com aparato no impacto o incidente é levado a rir.
17h15 - Soares adormece.
19h00 - Carmona ganha Lisboa.
19h01 - Seara arrasa em Sintra.
19h02 - Rio esmaga no Porto.
19h30 - Soares acorda e telefona ao filho a dar-lhe os parabéns.
19h31 - Maria Barroso mete Soares na cama e pede-lhe para dormir.
20h00 - Carrilho discursa não assumindo a derrota e acusando Carmona de ser mau.
20h30 - Socrates esconde-se numa sala no largo do Rato e faz beicinho.
20h45 - Jorge Coelho culpa a direita fascista.
21h30 - Mudam as pilhas ao Jeronimo de Sousa.
21h31 - Jeronimo de Sousa faz um discurso de vitória e exulta frases de 1917 .
22h00 - Carmona abre uma gafarra de whisky mas esconde-a de Sá Fernandes e de Miguel Portas.
22h30 - Avelino Ferreira Torres foge para o Marco mas como não conhece a cidade perde-se e acaba aos pontapés aos caixotes do lixo.
22h45 - Em Gondomar o Major explode com a vitória e quer bater em tudo e todos.
23h00 - Fátima Felgueiras distribui pelouros por alguns presos e mete uma muda de roupa num saco azul em caso de ter de sair, só cabe uma muda de roupa pq o saco está cheio.
23h10 - Soares acorda e comemora a vitória como Presidente. Maria Barroso mete-o na cama e dá-lhe dois comprimidos.
23h15 - Bárbara manda Carrilho para a cama sem jantar e tira-lhe o Ken durante uma semana por castigo.
23h30 - João Soares chora em Sintra e prepara candidatura a uma Junta na margem sul.
00h00 - Zezinha é eleita e comemora com um chá e umas torradas 00h01 - Soares adormece sem perceber o que aconteceu.
00h02 - Santana Lopes acorda e vai para a noite.

No amor, escolhemos ou somos escolhidos?

Quando alguém procura a psicoterapia por sentir-se muito só ou descontente com algum aspecto de sua vida emocional, costuma-se sugerir inicialmente uma “checagem” de sua vida emocional e afectiva.
As perguntas
“Por que estou sozinho?”
“Porque não consigo encontrar alguém para mim?”
Podem ser substituídas por:
“O que fiz com minha vida”?
“Que pessoas eu encontrei e quais eu não me permiti encontrar”?
“O que estou buscando”?
“Quem estou realmente buscando”?
Ou mesmo
:
“Quero ter alguém neste momento em minha vida?”.
As escolhas que fazemos estão sempre ligadas a nossos desejos, sejam eles conscientes ou não. Se hoje tens alguém ao seu lado que não lhe satisfaz, ou que te traz algum sofrimento, certamente esta pessoa atende alguma outra necessidade que pouco é pouco entendida, mas que no momento é a mais importante e a mais forte.
Se não tens ninguém ao seu lado pode ser porque de alguma forma preferiu isso; ou por medo ou por egoísmo ou por achar que ninguém é bom o suficiente, ou por algum outro motivo que nem tu tem consciência ainda.
Ninguém está fadado a ficar sozinho, pois a solidão afectiva é uma escolha pessoal como a maior parte dos caminhos que tomamos em nossa vida. É verdade! A solidão não é obra do acaso ou de falta de sorte. Você escolhe estar sozinho ou acompanhado baseado - é claro - no seu entendimento do que é melhor para si e no que vai lhe fazer sofrer ou não.
Muitas pessoas entram em depressão por sentirem-se sozinhas, não escolhidas, abandonadas, pouco interessantes e na maioria das vezes elas se tornam assim mesmo, confirmando suas próprias previsões. Interagir, relacionar-se é viver; vida é emoção, é saúde, é alegria e amor.
Não existe um lugar certo para encontrar alguém especial, o que existe é a percepção do quanto és especial e importante em sua própria vida.
Estar disponível para viver a própria vida, permitir-se saboreá-la, seja de que forma for, é uma atitude que interfere e modifica a qualidade dos relacionamentos que você empreende. Podes ter alguém a seu lado que você nunca realmente olhou como homem ou como mulher, simplesmente por estar muito preocupada(o) com um ideal de companheiro(a), ou mesmo de namorado(a). A pessoa perfeita não existe, porque o ser humano é genialmente imperfeito, o que faz com que as relações sejam ainda mais interessantes e excitantes. Para entender isso, basta olhar a natureza, onde a diferença e complementaridade propicia a inteiração das espécies e sua sobrevivência.
Nas relações dos contos de fadas a princesa precisa ser bela, ingénua e pura em seus sentimentos para, “no final da estória”, ser recompensada com um lindo, ingénuo e puro príncipe. No mundo real queremos ser felizes já! Além do mais, estas relações não se sustentariam, afinal, qual príncipe suportaria uma princesa mal-humorada, com dor de cabeça, mimada e eternamente insatisfeita? E o inverso então? O príncipe viraria sapo rapidamente! As relações que fazemos de forma saudável têm o carácter da troca e relacionam-se a um entendimento mais amplo desse forte sentimento humano que é o amor.
Amar significa relacionar-se ao pacote completo, encantar-se com as qualidades sem negar os defeitos, ou seja, amar apesar dos defeitos. Na relação estamos aprendendo e ensinando algo também. Dando e recebendo. Para isso é preciso primeiro saber que tens algo a oferecer ao mundo. Sempre terá e não é necessário ser o ápice da beleza e perfeição corporal, ou um Respeito próprio, amor próprio, auto-estima, autoconfiança, aceitação, determinação são as bases para uma possibilidade de relacionamento. Veja que todos esses conceitos remetem primeiro ao teu eu próprio e depois ao outro.
A forma de buscar relações muda, mas a necessidade humana continua a mesma. O ser humano necessita relacionar-se, precisa desse élan vital que a troca de experiências propicia para sobreviver, se desenvolver e sentir-se feliz. Encontramo-nos então com um novo desafio: como conseguir estabelecer uma relação mais íntima mais cúmplice, baseada na confiança verdadeira e genuína?
Primeiramente comece consigo mesmo, estreite as relações consigo mesmo, conheça-se mais, respeite-se e acima de tudo aceite-se, olhe para seus medos, trabalhe-os, procure resolvê-los, valorize o que tem de bom e cuide do que te atrapalha, só assim conseguirá ser livre o suficiente para relacionar-se com alguém.

Mulheres complicadas...!!! Disparate...

Nós? Complicadas?
Se nos insinuamos, somos atiradiças
Se ficamos na nossa, estamos a fazer-nos de difíceis.
Se aceitamos fazer amor no início do relacionamento, somos mulheres fáceis;
Se não queremos ainda, estamos a fazer-nos de difíceis.
Se pomos limitações no namoro, somos autoritárias.
Se concordamos com o que o namorado diz, somos lerdas.
Se lutamos por estudos e profissões, somos ambiciosas.
Se adoramos falar de política e economia, somos feministas.
Se não ligamos para estes assuntos, somos desinformadas.
Se corremos para matar uma barata, nco somos femininas.
Se fugimos de uma barata, somos medrosas.
Se aceitamos tudo na cama, somos vulgares.
Se nco aceitamos, somos difíceis.
Se adoramos roupas e cosméticos, somos fúteis.
Se não gostamos, somos desleixadas.
Se nos chateamos com alguma atitude dele, somos mimadas.
Se aceitamos tudo o que ele faz, estamos no papo.
Se queremos ter 4 filhos, somos inconsequentes malucas.
Se queremos ter só 1, não temos senso maternal.
Se gostamos de música light, somos umas românticas sem graça.
Se usamos saias curtas, também somos vulgares.
Se usamos roupa composta, somos crentes.
Se estamos brancas, eles dizem para apanharmos um bocadinho de sol.
Se estamos bem bronzeadas, eles olham para a primeira loira que passa que normalmente é branca.
Se fazemos uma cena de ciúmes, somos neuróticas.
Se não fazemos, não sabemos defender seu amor.
Se falamos mais alto que eles, somos descontroladas.
Se falamos mais baixo, somos submissas.
E depois vêm dizer que a mulher é que é complicada!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Curiosidades dos anos 1.600 a 1.700

É impressionante, nos dias de hoje, quando visitamos o Palácio de Versailles em Paris, observamos que o suptuoso palácio não tem quartos de banho.
Na Idade Média não existiam os dentifrícios, isto é, pastas de dentes, muito menos escovas de dentes ou perfumes, desodorizantes e papel higiénico, nem pensar...
Os excrementos humanos eram deitados pelas janelas do palacio....
No palácio as cozinhas conseguiam fazer alimentação para festas de 1.500 pessoas, sem a mínima higiene, que hoje consideramos imprescindível.
A explicação para as pessoas sendo abanadas que vemos em filmes da época é o mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (propositadamente feitas para conter o odor das partes íntimas que não tinham como ser higienizadas devidamente), associado ao costume de não se tomar banho devido ao frio. O cheiro era camuflado pelo abanador. Os nobres eram os únicos que podiam ter súbditos que os abanavam para espalhar o mau cheiro do corpo e o mau hálito que suas bocas exalavam, além de ser uma forma de espantar os insectos.
Quem já esteve em Versailles admirou muito os jardins enormes e belos, que na época não eram só contemplados, mas "usados" como vasos sanitários nas famosas baladas promovidas pela monarquia, já que não existia banheiro.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria nos meses de maio/junho para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio: assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda estava tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a ser exalados, as noivas carregavam buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí temos o facto de Maio ser o "mês das noivas" e a origem do buquê de noiva explicados.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebés eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível "perder" um bebé lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês, que hoje usamos para os mais apressadinhos: "don't throw the baby out with the bath water"; ou seja, literalmente, "não jogue o bebé fora junto com a água do banho"....
Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais - cães, gatos e outros de pequeno porte, como ratos e besouros, se aquecerem. Quando chovia, começavam as goteiras e os animais pulavam para o chão. Por isso, a nossa expressão "está a chover a potes" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" (está chovendo gatos e cachorros).
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada (lembremo-nos que os hábitos higiénicos da época não eram lá grande coisa...).
Os tomates, sendo ácidos, oxidavam o estanho e foram considerados, durante muito tempo, como venenosos. Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão", com uma espécie de narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho. Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu a vigília do caixão.
A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro cadáver. Às vezes, ao abrir os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a ideia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira ao pulso do defunto. A tira passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. Ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão por nós usada até os dias actuais.
Imagina-te a viveres nessa época........